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​​História do SIGE


Desenvolvido a partir da rotina administrativa das secretarias das Escolas do Estado de Goiás, associada à intensificação do uso do computador nesses ambientes, a Secretaria da Educação criou o SIGE (Sistema de Gestão Escolar) - um programa informatizado moderno com um sistema próprio de planejamento, processamento dos dados e suporte. Presente atualmente em todas as unidades escolares da rede estadual de ensino de Goiás, o SIGE é a principal ferramenta de gestão educacional ao aperfeiçoar o trabalho escolar, proporcionando qualidade e dinamizando o atendimento à sua clientela.
 
Para que houvesse a sustentabilidade deste projeto educacional, exigiu-se a criação de um setor específico - a CTI (Coordenação de Tecnologia da Informação), hoje NUTE (Núcleo de Tecnologia Educacional). Coube à CTI, no ano de 1999, iniciar o processo de desenvolvimento de um aplicativo de Gestão Escolar disponibilizado pelo MEC, o SIIG. Posteriormente, este programa sofreu alterações pela Secretaria da Educação de Goiás e culminou com a construção de um sistema exclusivo, o SIGE.
 
No ano 2000, o sistema foi posto em prática com o apoio de quatro Unidades de Ensino (UEs) pilotos que serviram como laboratórios experimentais. O “SIIG - Escola” foi a primeira versão aplicada e gerada a partir de dois subsistemas contidos no SIIG: o APE – Administração Pedagógica e o AVE- Administração da Vida Escolar do Educando. No início, as UE’s pilotos possuíam somente o ensino fundamental e médio e não trabalhavam com programas de adaptação idade-série como, por exemplo, o Acelera, o Se Liga e o EJA, nem com funções de ensino especial, como o Escola Ativa e o Multisseriada. O sistema contemplou nas versões posteriores essas especificidades pedagógicas a fim de atender à realidade de outras escolas da rede, bem como às demais necessidades da Secretaria da Educação.
 
Em 2002, num curto período de tempo, 1040 escolas do estado aderiram ao programa e, desse total, 700 UEs receberam novos computadores que já contavam com a segunda versão do sistema. O salto também foi qualitativo e o SIIG, agora renomeado com as iniciais SIGE (Sistema de Gestão Escolar), passou a disponibilizar novas funcionalidades, tais como: cadastro das UEs, modulação de servidores, movimentação do aluno pela rede estadual de ensino, acompanhamento escolar, automatização de tarefas rotineiras, como a emissão de documentos e relatórios, entre outros. Goiás foi o primeiro estado brasileiro a implantar um sistema de gestão escolar em todas as escolas de sua rede.

Vale ressaltar que todo sistema exclusivo necessita de pessoas habilitadas para operacionalizá-lo e capacitar os seus usuários. Nesse intuito, o suporte do SIGE desempenha essa função junto às escolas e às Subsecretarias Regionais de Educação do Estado. São eles que apoiam in loco as unidades escolares na operacionalização do sistema, certificando-se das reais necessidades de sua aplicação junto aos seus usuários e, principalmente, acatando sugestões que aprimorem o seu funcionamento. Sendo assim, o Suporte do SIGE fornece, indiretamente, subsídios para a realização das atualizações pelas quais o sistema passa constantemente, evidenciando o principal foco do conjunto do sistema, a própria escola, ou seja, todas as sugestões dos Suportes do SIGE advindas das consultas realizadas nas escolas são devidamente registradas e analisadas periodicamente.

Outra forma de realizar aprimoramentos no sistema acontece através dos encontros de Suportes do SIGE que são realizados frequentemente para a troca de informações. Em um desses encontros que foi lançada a terceira versão do SIGE, constatando o quanto o sistema foi prontamente assimilado pelas escolas usuárias.
 
Em Junho de 2003 aconteceu “I Fórum do SIGE” com o objetivo de discutir as funcionalidades do sistema e o aprimoramento dos seus métodos de implantação. Na ocasião em questão, houve o lançamento da quarta versão do SIGE, sendo a responsável por alavancar o uso do sistema em todo o estado. Na ata do Fórum foram incluídas reivindicações advindas dos suportes que novamente contribuíram para a ascensão do referido sistema e, para o fortalecimento do Projeto, as áreas gestoras da Secretaria Estadual da Educação ofereceram total apoio em prol do aperfeiçoamento do mesmo.

O SIGE se consolidou em 2004 quando a Secretaria da Educação o tornou altamente prioritário para a rede Estadual de Ensino, passando a constar no Manual de Orientações Pedagógicas a partir daquele ano letivo, o que significava que todas as unidades deveriam priorizá-lo como sistema único informatizado de gestão escolar. Os resultados foram imediatos. Goiás passa a ser o primeiro estado a realizar a manutenção da matrícula (consulta, solicitação e liberação de alunos) de maneira totalmente informatizada. O SIGE ganha reconhecimento nacional e elogios do Ministério da Educação e Cultura e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP).
 
Em maio do mesmo ano realizou-se o “II Fórum do SIGE”, onde ficou evidente a existência de algumas pendências na atual versão em uso. O lançamento da nova versão 4.0 seria realizado quando a versão em uso estivesse plenamente revisada. A repercussão do sistema implantado em Goiás refletiu muito nesse segundo encontro, pois, além da presença dos Suportes do SIGE, houve a participação de representantes de escolas, autoridades do MEC, USP, INEP e de Educadores de outros Estados do Brasil. O objetivo foi apresentar o SIGE, seus benefícios, suas funcionalidades e ao mesmo tempo discutir sobre o futuro.
 
O reconhecimento desse empreendimento ficou evidente em junho do mesmo ano quando o SIGE foi premiado com o Certificado de Qualidade concedido pela CONIP (Congresso de Informática Pública - SP). O prêmio é concedido aos melhores projetos que utilizam a Tecnologia da Informação para a melhoria dos serviços públicos. O SIGE concorreu com outros 300 projetos inscritos dos quais, em um seleção prévia, apenas 70 concorreram ao selo de excelência em informática.
 
Em 2005 foi lançada a versão SIGE 2005. A inovação ficou por conta da possibilidade da SEDUC enviar a manutenção dos bancos das UEs pelo sistema online, dispensando o uso de arquivos móveis (CD e disquete), além de permitir a consulta de alunos em movimentação (transferidos). Para expansão desse projeto, em agosto do mesmo ano, as UEs não informatizadas foram equipadas com computadores fornecidos pela SEDUC e nas unidades que possuíam viabilidade de conexão da Internet foram instaladas bandas largas (ADSL) em parceria com a operadora Telecom.
 
No final de 2005 foi realizado o III Fórum do SIGE com a participação de mais de mil servidores em um encontro de três dias. Foram discutidos assuntos como: tecnologia como ferramenta na administração escolar, processo de matrícula, SIGE - documentação escolar, leis e pareceres e Salário Escola. A partir desse fórum muitos processos foram reestruturados, facilitando a inserção de dados no SIGE e a adaptação da documentação escolar com o objetivo de atender aos diversos órgãos e departamentos envolvidos. Nesse fórum foram apresentadas novas tecnologias como a lousa interativa, o controle de acesso biométrico e outras soluções para informatização de escolas.
 
No ano seguinte, 2006, o SIGE passa pela prova de teste: se adaptar às novas regras de transição realizadas no ensino fundamental que passou a ter nove séries, acrescentando um ano ao curso. A mudança no sistema, apesar dos entraves iniciais, foi realizada com sucesso e disponibilizada para todas as escolas da rede.
 
Em 2007 cumpriu-se o projeto inicial que previa o armazenamento dos dados do SIGE oriundos das UEs em um banco central sob execução do NUTE (Núcleo de Tecnologia Educacional). Realizado com êxito esse objetivo, os relatórios gerenciais contendo todos os dados atualizados foram gerados e disponibilizados no sistema da SEDUC, o que resultou em uma gestão ampla e participativa que, através de diagnósticos precisos e instantâneos, proporcionou agilidade nas decisões e formulações de políticas educacionais mais eficazes. Portanto, o SIGE, além de beneficiar diretamente as unidades escolares, passou a ser um sistema integrado às ações de várias gerências e superintendências da Secretaria da Educação, em especial a SUDA (Superintendência de Desenvolvimento e Avaliação), a ASTE (Assessoria Técnica) e a SUEX (Superintendência Executiva).
 
A SUEX determinou que os repasses do Proescola, Alimentação Escolar e Transporte Escolar fossem feitos com base nas informações geradas pelo SIGE. Da mesma forma, a ASTE passou a utilizá-lo para atualização do banco de talentos e aprovação e controle do programa educacional PRAEC. Já ao Departamento de Recursos Humanos coube a comparação dos dados do SIGE para concretizar o módulo da AGANP (Agência de Administração e Negócios Públicos).
A grande novidade em 2007 foi a coleta e transmissão inédita de dados da Educação de Goiás para o Censo Escolar do MEC, em sua maioria, através do SIGE. A utilização do sistema foi pioneiro, bem sucedido e, devido à sua excelência, muitos outros estados passaram também a migrar os seus dados.

Outra inovação foi a disponibilização para a rede municipal que, por intermédio das Secretarias Municipais de Educação, utiliza-o nas escolas municipais de Goiás ou de outros Estados, sem ônus para as prefeituras, através de um Termo Contratual de Cessão de Uso e um de Colaboração Técnica. Esse último, de uso mais amplo, integra toda a rede de escolas, sejam elas municipais ou estaduais, em um único sistema. Já Termo Contratual de Cessão de Uso, mais simplificado, é utilizado de forma independente em cada unidade escolar. Para ambos, ocorre uma ligeira adequação do SIGE à realidade pedagógica específica destas localidades.
 
Tecnicamente, o SIGE operava em sistema off-line, ou seja, trabalhava em ambiente local. Cada escola dispunha de uma base de dados no próprio SIGE onde, periodicamente, eram gerados os backups e estas informações eram transmitidas através de um sistema chamado SIGEupload. Esses arquivos gerados eram encaminhados diretamente via internet ou através de arquivos móveis para as Subsecretarias, cujas informações eram processadas no servidor central da SEDUC e os quantitativos disponibilizados através de relatórios. Esse tipo de tecnologia acarretava uma série de ajustes para manter o sistema em funcionamento e, apesar da SEDUC dispor dos suportes regionais do SIGE, a dificuldade de acesso para algumas escolas da rede era real. Algumas dessas escolas, então, deixaram de cumprir a função de enviar constantemente dados atualizados para as suas subsecretarias, provocando atrasos como, por exemplo, no repasse de verba. Apesar dos inconvenientes de efetivação do projeto, a eficácia do SIGE foi comprovada pelas próprias escolas da rede, cuja aprovação a respeito da utilização é unânime e inquestionável.
 
Diante do empreendimento do projeto alguns entraves do processo devem ser citados, embora venham sendo superados paulatinamente. Podemos citar, por exemplo, a Base de Dados selecionada para o sistema, que na fase de implantação era a tecnologia mais adequada para armazenar o banco do SIGE, mas com o passar dos anos tornou-se incompatível devido à incorporação de novas funcionalidades, ampliando o volume de informações. Outra questão a ser apriomorada era a tecnologia empregada para operar o sistema que não garantia devidamente a integridade do banco do SIGE, que poderia se corromper, por exemplo, ao sofrer uma interrupção brusca de energia. Como consequência, após a ocorrência do dano era preciso encaminhá-lo à SEDUC para a reparação. A escola, então, poderia ficar sem o sistema por dias e, no caso da escola que não possuía internet, a demora se prolongava ainda mais já que era necessário o comparecimento do suporte in loco para as devidas providências.
 
Com o objetivo de contornar os inconvenientes mencionados, o SIGE passou a operar em um sistema online com uma base de dados de tecnologia mais avançada capaz de atender com precisão todas as funcionalidades existentes e quaisquer outras futuras inserções de módulos. O SIGE ONLINE foi mais um grande avanço do SIGE, um sistema educacional destinado às escolas com acesso a web. Suas vantagens foram inúmeras, pois o sistema permitiu à SEDUC acessar e monitorar simultaneamente todos os bancos da rede das UEs, eliminando o sistema de importação de arquivos, já que esses não mais se faziam necessários. Outra vantagem do SIGE ONLINE foi a atualização automática do sistema, isentando a unidades escolares de manter o banco com as últimas alterações realizadas. Quanto às escolas sem o serviço de internet, os bancos de dados operavam com versão idêntica à empregada na online, o SIGE Local tem a vantagem de ser executado em uma nova plataforma, mais expansiva, dinâmica e que opera com maior agilidade que a anteriormente utilizada, com isso diminuiu a manutenção local, pois o novo banco não se corrompe facilmente.
 
Em 2010 foi realizado o IV Fórum do SIGE, este com o tema: “SIGE e a Gestão Escolar”. Esse evento foi marcado pela presença de todas as Superintendências e Gerências da SEDUC, Subsecretarias, Unidades Escolares, prefeituras e secretarias municipais, bem como vários outros convidados de outros Estados. Durante o evento foi discutido como o SIGE pode auxiliar a gestão educacional e quais mudanças deveriam haver para atender a todos os processos da SEDUC. Na oportunidade foram apresentadas diversas novidades do sistema como o boletim online, o diário eletrônico, dentre outras melhorias no processo de matrícula informatizada.
 
A nova gestão incorporou mudanças ao SIGE que passou a ser utilizado de forma efetiva na tomada de decisões, principalmente para questões pedagógicas. A frequência diária do aluno, o controle do Programa Reconhecer, a Avaliação Diagnóstica, todos esses processos trouxeram ao SIGE uma riqueza de informações para que a SEDUC possa trabalhar efetivamente na melhoria da qualidade de ensino. O SIGE deixa de ser uma ferramenta administrativa e passa a ser um grande aliado da gestão pedagógica.

Enfim, a Secretaria de Educação do Estado de Goiás tem a convicção de que o projeto que implantou o SIGE atingiu o seu objetivo principal: o de atender as unidades escolares oferecendo-lhes​ maior eficiência, rapidez e segurança na administração dos negócios escolares. Consequentemente, os resultados obtidos refletiram na gestão global da SEDUC, proporcionando uma visão totalizadora do sistema.​

 

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Última modificação à(s) 12/05/2017 11:34 por Jaciarah Alves Anacleto
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